O que fazemos

Para nós, transformar realidades é mais do que um objetivo;

é um compromisso com a construção de uma sociedade onde a justiça e a equidade sejam direitos concretos. Atuamos em diferentes frentes, que se conectam para abrir caminhos e fortalecer a luta pela justiça racial.

Litigância Estratégica e Acesso à Justiça

A justiça só é plena quando alcança todas as pessoas. Por isso, dialogamos com o Sistema de Justiça para questionar práticas e políticas que negam direitos fundamentais à população negra e periférica. Atuamos em casos emblemáticos de violência policial, discriminação racial e erros judiciais, sempre buscando transformar jurisprudências e conquistar decisões mais justas que impactem a sociedade como um todo.

Incidência Política e Desencarceramento

O Instituto Caminho atua para desconstruir o encarceramento em massa e seus impactos desproporcionais na juventude negra. Trabalhamos pela promoção da reintegração social de pessoas egressas do sistema penitenciário, desenvolvendo projetos que conectam educação, qualificação profissional e dignidade. Também oferecemos suporte às famílias de pessoas privadas de liberdade, fortalecendo seus direitos e garantindo que sejam incluídas nesse processo de transformação.

Nossas ações incluem projetos de remição de pena pela leitura, profissionalização e inserção no mercado de trabalho. Além disso, promovemos diálogos constantes com instituições públicas, com o objetivo de construir caminhos para uma segurança pública que priorize a cidadania e os direitos humanos.

Juventudes Negras
e Bem Viver

Acreditamos que fortalecer as juventudes negras é essencial para construir caminhos de dignidade e bem-viver. Por isso, atuamos em conexão com organizações comunitárias localizadas em territórios periféricos, promovendo e garantindo os direitos dessas juventudes. Nosso trabalho se concentra no fomento ao acesso à cultura, ao lazer e à profissionalização, elementos fundamentais para mitigar os impactos da violência, da segregação e da exclusão.

Projetos:

Caminhos da Segurança Pública: leis que nos atingem:

Este projeto busca influenciar os debates sobre segurança pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, com ações que incluem a análise de Projetos de Lei, o acompanhamento de tramitações e a promoção de diálogos com parlamentares. O foco é ampliar a participação popular nos processos legislativos, especialmente envolvendo jovens negros, familiares de vítimas e comunidades periféricas. Entre os objetivos, estão combater práticas discriminatórias, como racismo institucional e violência policial, e fortalecer um modelo de segurança pública que priorize os direitos humanos e a prevenção da violência. Para isso, o projeto promove articulações que conectam comunidades diretamente afetadas à tomada de decisões, criando um canal efetivo de diálogo com o poder público.

Promotoras Legais da Liberdade

O projeto “Promotoras Legais da Liberdade” leva conhecimento sobre direitos às mulheres privadas de liberdade, oferecendo aulas e círculos de leitura que contribuem para a remição de pena. Reconhecido pelo Conselho Nacional de Justiça, este trabalho vai além da educação formal: transforma vulnerabilidades em força e silenciamentos em vozes potentes. Aqui, o saber jurídico é uma ferramenta de resistência e reconquista da autonomia, reafirmando que o cárcere não pode roubar o direito de saber, sonhar e lutar por dignidade..

Amewà:

Este projeto apoia mulheres negras empreendedoras, promovendo inclusão e combatendo desigualdades raciais e de gênero. Ao criar oportunidades no mercado de trabalho e no empreendedorismo, o Amewá reforça a dignidade e a autonomia, reafirmando o compromisso do Instituto Caminho com a justiça social e a equidade.

Residência Artística:

Ser jovem, negro e periférico em uma sociedade racista é resistir diariamente, mas resistir também é criar, contar histórias, fazer arte e sonhar com outros mundos possíveis. É para fortalecer esses sonhos que existe a “Residência Artística”, uma iniciativa que capacita a juventude negra e periférica em cultura popular e ativismo, direitos autorais e produção audiovisual. Durante quatro meses, artistas em formação encontram nas oficinas um espaço para desenvolver suas vozes e narrativas, rompendo barreiras que historicamente negam acesso ao protagonismo cultural. Mais do que ensinar técnicas, o projeto oferece ferramentas para que essas pessoas transformem suas realidades e inspirem outras a fazer o mesmo.