é um compromisso com a construção de uma sociedade onde a justiça e a equidade sejam direitos concretos. Atuamos em diferentes frentes, que se conectam para abrir caminhos e fortalecer a luta pela justiça racial.
Contestação, a partir de diálogo com o Sistema de Justiça, de práticas e políticas que impeçam o pleno acesso a direitos e garantias da população negra e periférica, principalmente em casos de violência policial, de discriminação e de erro judicial. Com isso, pretende-se alterar a jurisprudência, buscando decisões e entendimentos mais justos em julgamentos de questões de interesse público.
Iniciativas de desencarceramento da juventude negra e promoção da reintegração social de pessoas egressas do sistema penitenciário a partir de projetos de remição pela leitura e profi ssionalização, bem como suporte às famílias de pessoas privadas de liberdade para fortalecer os seus direitos. Propostas de diálogo com as instituições para construir caminhos para uma segurança pública cidadã.
Conexão e articulação com organizações comunitárias localizadas nos territórios periféricos para garantir e promover os direitos das juventudes negras e seu bem viver. O fomento do acesso à cultura, lazer e profi ssionalização é fundamental para mitigar os efeitos da violência, da segregação e da falta de oportunidades, e construir caminhos de autoestima e de autonomia.
Este projeto busca influenciar os debates sobre segurança pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, com ações que incluem a análise de Projetos de Lei, o acompanhamento de tramitações e a promoção de diálogos com parlamentares. O foco é ampliar a participação popular nos processos legislativos, especialmente envolvendo jovens negros, familiares de vítimas e comunidades periféricas. Entre os objetivos, estão combater práticas discriminatórias, como racismo institucional e violência policial, e fortalecer um modelo de segurança pública que priorize os direitos humanos e a prevenção da violência. Para isso, o projeto promove articulações que conectam comunidades diretamente afetadas à tomada de decisões, criando um canal efetivo de diálogo com o poder público.
O projeto visa contribuir para o empoderamento jurídico legal das mulheres em situação de privação de liberdade no Rio Grande do Sul, fortalecendo o conhecimento de seus direitos, acesso ao conhecimento e contribuindo para a redução do tempo de cumprimento das penas por meio de práticas sociais educacionais não-escolares (Resolução 391/2021, CNJ).
O projeto Amewà busca impactar mulheres negras que lideram negócios na área da beleza de modo a superar os desafios estruturais que enfrentam para consolidar seus empreendimentos. Também busca produzir debates interseccionais sobre raça, gênero, classe e orientação sexual e seus impactos no mundo do trabalho, assim como dar visibilidade às histórias de vida de mulheres negras em suas profissões e criar redes de solidariedade, pertencimento e articulação.
Ser jovem, negro e periférico em uma sociedade racista é resistir diariamente, mas resistir também é criar, contar histórias, fazer arte e sonhar com outros mundos possíveis. É para fortalecer esses sonhos que existe a “Residência Artística”, uma iniciativa que capacita a juventude negra e periférica em cultura popular e ativismo, direitos autorais e produção audiovisual. Durante quatro meses, artistas em formação encontram nas oficinas um espaço para desenvolver suas vozes e narrativas, rompendo barreiras que historicamente negam acesso ao protagonismo cultural. Mais do que ensinar técnicas, o projeto oferece ferramentas para que essas pessoas transformem suas realidades e inspirem outras a fazer o mesmo.
O projeto Construindo Caminhos é uma iniciativa dedicada à juventude negra da rede de ensino público da cidade de Porto Alegre, que visa fortalecimento de identidade negra, acesso à cultura, qualificação técnica, profissional e oportunidades de trabalho.